Diretrizes Clínicas


O esforço de aperfeiçoar a oferta de produtos e serviços na área da saúde tem sido recompensado com inegáveis melhores resultados neste setor. As novas tecnologias aplicadas têm conseguido de forma inconteste: aumentar a duração e a qualidade de vida, aumentar as taxas de cura, reduzir o tempo de tratamento e recuperar mais rapidamente a capacidade funcional dos pacientes. Entretanto esses benefícios têm sido frequentemente acusados de estarem associados a um aumento incontrolável de custos. A Medicina avança e amplia suas fronteiras, mas está cada vez mais difícil para as pessoas, para as operadoras de plano de saúde e para os próprios governos, pagar esse progresso. Os sistemas de saúde ora existentes estão caminhando em rota de colisão com as necessidades e possibilidades dos pacientes e com a realidade econômica.

Qualquer sistema de saúde, público ou privado, coleta dinheiro de seus associados (ou contribuintes através de taxas e impostos, no caso público) e usa este dinheiro para pagar os tratamentos dos pacientes que deles precisam. Existe uma relação ideal entre o volume de dinheiro coletado e o volume de recursos aplicados para o tratamento dos doentes, em um período de tempo específico. No caso específico dos planos de saúde, conceitua-se que se trata de um sistema de seguro do tipo solidário, no qual um todo custeia uma parcela de usuários que adoece e necessita cuidados de saúde, a cada mês. Se todos os associados precisarem de tratamento ao mesmo tempo ou se os recursos forem usados de maneira irracional, haverá desequilíbrio do sistema, podendo ocorrer a sua falência, situação na qual ninguém será tratado.

No momento atual, analisando-se criticamente os cenários e observando todos os fatores implicados, nota-se que não é uma tarefa simples encontrar um equilíbrio entre todos os elementos de decisão necessários para definir com clareza, entre as várias opções de tratamento hoje disponíveis, qual a opção terapêutica mais adequada, justa e economicamente aceitável para cada situação

A grande verdade é que em determinadas áreas de atuação o médico tem hoje em suas mãos um sofisticado arsenal terapêutico, porém se esse arsenal vier a ser utilizado de forma acrítica e sem racionalidade pode, em certas situações, gerar resultados desastrosos, causando ineficiência e desperdício ao sistema

É do próprio presidente da ANS, o seguinte comentário: “Queremos com isso sinalizar para o mercado que é preciso repensar o modelo de assistência médica, que está baseado na execução de procedimentos caros e na incorporação acrítica de tecnologia – o que levará o sistema a uma espiral de custos impagável e com poucos reflexos na qualidade.” (Dr. Fausto Pereira dos Santos, Presidente da ANS). Por esse viés, é mandatório que os cooperados preocupados com a sustentabilidade e a perenidade de sua empresa façam uma reflexão a respeito do modelo de assistência médica praticado atualmente

Com esse fulcro e com o pensamento voltado para aperfeiçoar o perfil assistencial de nossa Cooperativa, estamos publicando essas primeiras “Diretrizes Clínicas”, certos de que constituem um embrião para padronizar nossos atendimentos e ajudar a equilibrar nossos custos assistenciais.

Diretoria da Unimed Belém


Diretrizes Clínicas da Unimed Belém
Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar - ANS, AMB e CFM