30 de Outubro de 2020

Entenda mais sobre a doença


Conteúdo atualizado em 15 de julho de 2020.

Tire a principais dúvidas sobre a Pandemia do novo coronavírus:

 

Definição e sintomas do coronavírus e COVID-19

rapaz sentado no sofá cm dores de cabeço

1. O que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.
 

2. O que é COVID-19?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Como nunca tivemos contato com o vírus antes, não temos imunidade contra ele.
 

3. Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, tosse seca e cansaço. Outros sintomas também comuns e que podem afetar alguns pacientes incluem dores, congestão nasal, dor de cabeça, conjuntivite, dor de garganta, diarreia, perda de paladar ou olfato e erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.

Algumas pessoas são infectadas, mas apresentam apenas sintomas muito leves.

A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento hospitalar. Cerca de uma em cada cinco pessoas que adquire COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar. As pessoas idosas e as que têm problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos e pulmonares, diabetes ou câncer, têm maior risco de desenvolver doenças graves. No entanto, qualquer pessoa pode pegar o COVID-19 e ficar gravemente doente.

Pessoas de todas as idades que apresentam febre e/ou tosse associada a dificuldade em respirar, falta de ar, dor ou pressão no peito, perda de fala ou movimento devem procurar atendimento médico imediatamente. Se possível, é recomendável ligar primeiro para o médico ou serviço de saúde, para que o paciente possa ser encaminhado para a clínica certa.

 

4. Quão grave é a COVID-19? 

Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80% ou mais) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolvê-la em sua forma mais grave. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas). Pessoas idosas (principalmente acima de 70 anos) e as que apresentam doenças crônicas – por exemplo: pressão alta, doenças respiratórias crônicas, problemas cardíacos, diabetes, problemas renais e pessoas com o sistema imunológico comprometido, como as que estão em tratamento para câncer –  têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória mais grave.

5. Humanos podem ser contaminados por coronavírus por fonte animal?

Embora tenha havido um caso de cachorro infectado em Hong Kong, até o momento não há evidências de que cachorro, gato ou qualquer outro animal de estimação possa transmitir a COVID-19. O coronavírus se espalha principalmente por gotículas produzidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Ainda, é recomendável que se evite contato direto com animais selvagens e com superfícies em contato com eles e se mantenham boas práticas de segurança alimentar ao manusear carnes cruas.
 

6. Há especulações de que, quando o verão chegar e o clima esquentar, o vírus não sobreviverá, mas ainda não sabemos se isso é verdade. O clima ou a temperatura interna afetam a sobrevivência do novo coronavírus em superfícies?

Atualmente, não existem evidências de redução da transmissão viral em climas quentes ou temperados.

7. Quem está em risco de desenvolver doenças graves?

As informações disponíveis atualmente apontam que o novo coronavírus pode causar sintomas leves e semelhantes aos da gripe, além de doenças mais graves. Os pacientes apresentam uma variedade de sintomas: febre (83%-98%), tosse (68%) e falta de ar (19%-35%). Com base nos dados atuais, 81% dos casos parecem ter doença leve ou moderada, 14% parecem progredir para doença grave e 5% são críticos. Pessoas idosas e com condições de saúde pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabetes) parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que outros.

 

8. Quais são os riscos especiais de COVID-19 para mulheres grávidas?

A taxa de infecção e a progressão para doença grave em mulheres grávidas é semelhante a de mulheres adultas não grávidas. As mesmas medidas de proteção contra a transmissão do vírus se aplicam a ambas. Até agora, nenhuma transmissão da mãe para o feto foi descrita. O parto vaginal deve ser encorajado quando a mãe e o bebê não estão gravemente doentes. Medidas rígidas de proteção (máscaras faciais, higiene das mãos) devem ser observadas para proteger o recém-nascido e a equipe de saúde durante e após o parto. A separação da mãe e do bebê e a amamentação devem ser discutidas caso a caso. O recém-nascido deve ser protegido da infecção pela mãe, tanto quanto possível. Se a mãe desejar esgotar seu leite ou amamentar, a desinfecção da mama deve ser adicionada aos métodos de proteção mencionados.
 

9.  Fumantes e usuários de produtos de tabaco correm maior risco de infecção por COVID-19?

É provável que os fumantes sejam mais vulneráveis à COVID-19, pois o ato de fumar significa que os dedos (e possivelmente os cigarros contaminados) estão em contato com os lábios, o que aumenta a possibilidade de transmissão do novo coronavírus da mão para a boca. Os fumantes também podem já ter doença pulmonar ou capacidade pulmonar reduzida, o que aumentaria muito o risco de doença grave.

Outros produtos para fumar, como bongs, que geralmente envolvem o compartilhamento, podem facilitar a transmissão da COVID-19 em ambientes comunitários e sociais.

Condições que aumentem as necessidades de oxigênio ou reduzem a capacidade do corpo de usá-lo adequadamente colocam os pacientes em maior risco de doenças pulmonares graves, como pneumonia.

 

Exames e diagnóstico do coronavírus

Homem se consultando com um médico

 

10. O que devo fazer se tiver sintomas de COVID-19 e quando devo procurar atendimento médico?

Se você tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, geralmente não há necessidade de procurar atendimento médico. O ideal é ficar em casa, fazer autoisolamento (conforme as orientações das autoridades nacionais), e monitorar seus sintomas. 

No entanto, se você mora em uma área com malária ou dengue, é importante não ignorar os sintomas da febre. Procure ajuda médica. Ao comparecer ao serviço de saúde, use uma máscara, se possível, mantenha pelo menos 1 metro de distância de outras pessoas e não toque nas superfícies com as mãos. Se for uma criança que estiver doente, ajude-a a seguir esta orientação.

Procure atendimento médico imediato se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito. Se possível, ligue para o médico ou unidade de saúde com antecedência, para que possa ser direcionado para o centro de saúde adequado.

 

11. O que é um caso curado de COVID-19?

Diante das últimas evidências, o Ministério da Saúde define que são curados:

  • Casos em isolamento domiciliar: casos confirmados que passaram por 14 dias em isolamento domiciliar, a contar da data de início dos sintomas E que estão assintomáticos
  • Casos em internação hospitalar: conforme a avaliação do médico assistente.
 
 

12. Quais as principais diferenças entre as doenças respiratórias?

Fonte: Ministério da Saúde

 

Tratamento para COVID-19

Mãos de uma médica segura as mãos de uma paciente

13. Existe um tratamento antiviral específico para a COVID-19?

Atualmente, não há tratamento antiviral específico para COVID-19. No entanto, drogas previamente desenvolvidas para tratar outras infecções virais estão sendo testadas para verificar se elas também podem ser eficazes contra o vírus que causa a COVID-19.

 

14. Por que é tão difícil desenvolver tratamentos para doenças virais?

Um medicamento antiviral deve ser capaz de atingir a parte específica do ciclo de vida de um vírus, necessária para sua reprodução. Além disso, um medicamento antiviral deve ser capaz de matar um vírus sem matar a célula humana que ele ocupa. E os vírus são altamente adaptáveis. Como se reproduzem tão rapidamente, eles têm muitas oportunidades de sofrer mutações (alterar suas informações genéticas) a cada nova geração, potencialmente desenvolvendo resistência a quaisquer medicamentos ou vacinas que desenvolvemos.

 

15. Devo tomar vitamina C para evitar a infecção pelo novo coronavírus?

Alguns pacientes gravemente enfermos com COVID-19 foram tratados com altas doses de vitamina C intravenosa na esperança de que isso acelerasse a recuperação. No entanto, não há evidências científicas claras ou convincentes de que funcione para infecções por COVID-19 e não é uma parte padrão do tratamento para essa nova infecção.

Estudos clínicos demonstraram algum efeito benéfico do uso de altas doses de vitamina C (juntamente com tiamina e corticosteroides) entre pessoas com sepse, uma forma de infecção avassaladora que causa pressão arterial baixa e falência de órgãos. Embora nenhum desses estudos tenha analisado o uso de vitamina C em pacientes com COVID-19, a terapia vitamínica foi administrada especificamente para sepse e Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), e essas são as condições mais comuns que levam as pessoas à UTI, suporte ventilatório ou morte entre aqueles com infecções graves por COVID-19.

Não há evidências de que o uso de vitamina C ajude a prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Embora as doses padrão de vitamina C sejam geralmente inofensivas, altas doses podem causar vários efeitos colaterais, incluindo náuseas, cãibras e aumento do risco de pedras nos rins.

 

Prevenção

16. O que posso fazer para me proteger e impedir a propagação de doenças?

Medidas de proteção para todos

Você pode reduzir suas chances de ser infectado ou espalhar COVID-19 tomando algumas precauções simples:

  1. Lave regularmente e cuidadosamente, por pelo menos por 20 segundos, as mãos com água e sabão ou higienize com solução à base de álcool. Por quê? Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool nas mãos mata o vírus que pode estar nelas.
  2. Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Por quê? Quando alguém tosse ou espirra, pulveriza pequenas gotas líquidas do nariz ou da boca, que podem conter vírus. Se você estiver muito próximo, poderá respirar as gotículas, incluindo o novo coronavírus, se a pessoa que tossir tiver a doença.
  3. Evite tocar nos olhos, nariz e boca. Por quê? As mãos tocam muitas superfícies e podem pegar vírus. Uma vez contaminadas, elas podem transferir o vírus para os olhos, nariz ou boca. A partir daí, o vírus pode entrar no seu corpo e deixá-lo doente.
  4. Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o braço ou lenço descartável quando tossir ou espirrar. Em seguida, descarte o lenço usado imediatamente. Por quê? Gotas espalham vírus. Ao seguir uma boa higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor contra vírus como resfriado, gripe e COVID-19.
  5. Fique em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico e ligue com antecedência. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local. Por quê? As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área. Ligar com antecedência permitirá que seu médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também irá protegê-lo e ajudar a evitar a propagação de vírus e outras infecções.
  6. Se você desenvolver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure orientação médica imediatamente, pois isso pode ocorrer devido a uma infecção respiratória ou outra condição mais séria. Se possível, ligue previamente para o seu médico ou para o serviço de referência da sua região ou plano de saúde. Por quê? Ligar com antecedência permitirá que o médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também ajudará a evitar a possível propagação da COVID-19 e outros vírus.
 

17. Devo usar uma máscara facial para proteger contra o coronavírus?

Dados científicos recentes constataram que a transmissão da COVID-19 pode ocorrer mesmo antes do indivíduo apresentar os primeiros sinais e sintomas. Por esse motivo, o Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de máscaras faciais para todos. A utilização de máscaras impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos

Assim, recomenda-se a utilização de máscara facial sempre que tiver que sair de casa para ambientes públicos. As pessoas que usarem máscaras devem seguir as boas práticas de uso, remoção e descarte, assim como higienizar adequadamente as mãos antes e após a remoção. Devem também lembrar que o uso de máscaras deve ser sempre combinado com as outras medidas de proteção.

Nesse sentido, sugere-se que a população possa produzir as suas próprias máscaras em tecido de algodão, tricoline, TNT, ou outros tecidos, que podem assegurar uma boa efetividade se forem bem desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que esteja bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

 

18. Como colocar, usar, tirar e descartar uma máscara?

  • Antes de tocar na máscara, limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou água e sabão
  • Pegue a máscara e verifique se está rasgada ou com buracos
  • Oriente qual lado é o superior 
  • Assegure-se de que o lado correto da máscara está voltado para fora 
  • Coloque a máscara no seu rosto. Dependendo do modelo, aperte a tira de metal ou a borda rígida da máscara para que ela se adapte ao formato do seu nariz
  • Puxe a parte inferior da máscara para que ela cubra sua boca e seu queixo
  • Após o uso, retire a máscara. Remova as presilhas elásticas por trás das orelhas, mantendo a máscara afastada do rosto e das roupas, para evitar tocar nas superfícies potencialmente contaminadas da máscara
  • Descarte a máscara em uma lixeira fechada imediatamente após o uso. Higienize as mãos depois de tocar ou descartar a máscara
  • Se for de tecido, lave a máscara usando água e sabão e faça o enxágue em água corrente. Deixe secar bem. Em seguida, passe ferro quente e guarde em saco plástico limpo para a próxima utilização.

19. Como fazer compras com segurança?

Mantenha pelo menos 1 metro de distância dos outros e evite tocar nos olhos, boca e nariz. Se possível, higienize as alças dos carrinhos de compras ou cestas antes de tocá-las. Lave bem as mãos após chegar e casa e depois de manusear e armazenar os produtos adquiridos. É recomendável a higienização das embalagens e produtos antes de guardá-los.  

 

20. Como prevenir o novo coronavírus – dicas gerais

  • Ainda não existe uma vacina para prevenir a infecção por coronavírus. As orientações de prevenção são as mesmas de outras doenças de transmissão via respiratória
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes ou com sintomas de infecção respiratória aguda (tosse, coriza, febre)
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, por pelo menos 20 segundos, principalmente após ter contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar. Se não houver água e sabão, usar um antisséptico para as mãos à base de álcool em gel
  • Usar lenços descartáveis para higiene nasal (nada de lencinhos de pano!) e descartá-los logo após a utilização
  • Cobrir nariz e boca sempre que for espirrar ou tossir de preferência com um lenço de papel (e descartar no lixo)
  • Na falta de lenço de papel, preferir usar o braço para cobrir nariz e boca. Evite cobrir com a mão, pois é mais comum encostar em outras pessoas ou objetos com ela
  • Se usar as mãos para cobrir, lave-as sempre após tossir ou espirrar
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas
  • Manter ambientes muito bem ventilados
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas e talheres
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies que sejam tocados com frequência
  • Evitar contato com animais selvagens ou doentes
  • Evitar cumprimentar pessoas com apertos de mão. Prefira um aceno acompanhado de um sorriso

 

Texto, edição e revisão: Unimed do Brasil

Fonte: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Escola de Medicina de Harvard

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil

Assessoria de Comunicação e Marketing Unimed Belém

Leia também